>Era um programa muito engraçado, não tinha obras, não tinha nada.

>A casa muito engraçada, de Vinicius de Moraes, não tinha teto, não tinha nada. Mas ficava na rua dos Bobos, no número zero. Localidade mais que perfeita para um canteiro de obras do ficcional PAC.
Sorte do governo que esse instrumento de propaganda, de dar vergonha em Goebbels lá no inferno, está sendo substituído por outro bem mais eficaz em popularizar a “candidata que não é candidata” – me engana que eu gosto – no meio da patuléia. (Me privo de comentar qual é em respeito à doença da ministra, mas não sou eu quem comparece as cerimônias de “beija-mão” com cartazes).

Volto no final.

Do Globo

“CGU constata atraso, sobrepreço e irregularidades em licitação de obras do PAC

BRASÍLIA E RIO – Fraudes, superfaturamentos e licitações irregulares em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram comprovados pela Controladoria Geral da União (CGU), órgão do governo federal. Das 123 obras do PAC escolhidas por sorteio para a auditoria, 84 ainda não tinham saído do papel (68% do total). E, entre as que já estão sendo executadas, foram descobertas graves irregularidades. Os recursos envolvidos totalizam R$ 328,7 milhões, nos 50 municípios com até 500 mil habitantes fiscalizados.
Ao todo, foram comprovadas irregularidades em oito cidades: Araci (BA), Guaramiranga (CE), Simões Filho (BA), Santarém (PA), Douradina (MS), Taicambó (PE), Exu (PE) e Piranhas (AL).
A CGU não divulgou quantas das 84 obras ainda nem iniciadas apresentavam irregularidades no estágio de planejamento. Os técnicos visitaram as cidades em setembro de 2008, um mês antes das eleições.
Em Santarém (PA), por exemplo, há um superfaturamento de R$ 7,3 milhões nas obras de abastecimento de água, esgoto, pavimentação, drenagem e instalação elétrica.
Em Paracambi (RJ), a construção de uma estação de tratamento de esgoto de três elevatórias estava paralisada há sete meses, apesar de o Ministério da Saúde já ter repassado todo o recurso previsto no convênio com o município – R$ 7 milhões. Os equipamentos a serem utilizados na montagem das estações, adquiridos há um ano e meio, estavam armazenados em condições impróprias e nem todos estavam devidamente identificados. De acordo com a CGU, a prefeitura informou que as obras seriam retomadas brevemente e que iria notificar a empresa responsável pela guarda dos equipamentos.

Sobrepreço na Bahia

Em Simões Filho (BA), na execução de projetos de urbanização de assentamentos precários, com recursos do Ministério das Cidades, os auditores identificaram sobrepreço de R$ 518,7 mil, valor apurado a partir de comparação com os preços da tabela do Sistema Nacional de Pesquisa, Custo e Índice da Construção Civil (Sinapi).
Problema semelhante foi constatado em Santarém (PA). Em duas obras executadas com recursos do Ministério das Cidades houve um sobrepreço da ordem de R$ 7,3 milhões, em relação às tabelas de referência.
Os auditores constataram no município de Neópolis (SE) que para implantação do sistema de esgotamento sanitário, a Secretaria Estadual de Infra-Estrutura (Seinfra) firmou, em dezembro de 2007, termo de compromisso com a Funasa, no valor de R$ 3,8 milhões. No entanto, em março do mesmo ano, a Prefeitura de Neópolis já havia firmado convênio com a Codevasf, no valor de R$ 1,768 milhão, com a mesma finalidade.

Indícios de simulação de licitação

Já no município de Tacaimbó (PE), houve superestimativa da ordem de R$ 1 milhão no orçamento-base para obras de esgotamento sanitário. Também no município baiano de Araci, há indícios de simulação de licitação, por parte da prefeitura, na contratação de serviços de engenharia para a construção de 88 unidades habitacionais, através de pregão presencial. Três empresas participaram supostamente do pregão.
A empresa vencedora levou o contrato de R$ 1,13 milhão para a construção de 88 casas populares. A gestão do município era do prefeito José Eliotério da Silva (PDT), que responde a processos por improbidade administrativa e desvio de recursos federais. Ele foi afastado mais de uma vez do cargo por decisões da Justiça Federal, acusado de desvio de R$ 2,7 milhões e contratação irregular de 900 funcionários, entre 1997-2000.
Em Ubatuba (SP), o projeto de ampliação do abastecimento de água planejava atender locais inabitados, ruas inexistentes ou casas já atendidas pela rede de água. A prefeitura reconheceu o “equívoco” e informou à CGU que faria novo levantamento.
De acordo com a CGU, a fiscalização preventiva permite a correção das falhas sem a necessidade de interromper as obras ou de buscar o ressarcimento aos cofres públicos.

TCU: irregularidades são menores do que as demais obras do governo

Em audiência nesta quinta na Comissão de Infraestrutura (CI), técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) atestaram que a incidência de irregularidades em obras do PAC são menores que as demais executadas pelo Executivo. Das 84 obras do PAC fiscalizadas pelo TCU no ano passado, 15% apresentaram irregularidades, já as demais que passaram por fiscalização, 50% apresentaram problemas.
Das 39 obras fiscalizadas no ano passado que tiveram recomendação do TCU para que fossem suspensas, apenas oito são do PAC. A avaliação dos técnicos do tribunal é de que os projetos das obras do PAC estão sendo elaborados com maior rigor.
– Problemas existem, mas ficou claro que percentual de obras do PAC com irregularidades é infinitamente menor do que entre as demais obras do governo. Isso por causa da persistência da Casa Civil em conduzir as obras do PAC – concluiu o presidente da CI, senador Fernando Collor (PTB-AL).”

Voltei.

Entendendo a parte final. Com todo esse mar de lama exposto na matéria, o TCU ainda está izendo que as outras obras do executivo têm ainda mais irregularidades? Juntos: agora fudeu.
Pelo menos o baluarte moral Fernando Collor acha que está tudo bem. Afinal, quem somos nós para duvidar da elevada opinião dele? Hehehhehe…

Alguma coisa está realmente muito errada quando quem defende as contas do governo é o ex-presidente que despencou após um memorável escândalo de corrupção
. Chamem os caras-pintadas !!!

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/05/14/cgu-constata-atraso-sobrepreco-irregularidades-em-licitacao-de-obras-do-pac-755867028.asp

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3 respostas para >Era um programa muito engraçado, não tinha obras, não tinha nada.

  1. >AGORA FUDEU!O mais impressionante é que eles robam dos lugares que mais necessitam de ajuda.Eu não gosto muito de entrar no mérito da política não. Assim como você, minha mãe me tirou desse ramo, acabei virando comediante, por que será???Mas eu vejo isso tudo como tendo uma parcela de culpa do povo. Infelizmente, com essa nossa democracia que “OBRIGA” o povo a votar, acaba-se votando em pessoas erradas que só querem roubar. Se as pessoas votassem com vontade, votariam com consciência e o país finalmente entraria nos eixos.Não estou dizendo que toda a culpa é do povo, até porque, são políticos né? Nos enganam a todo momento, mas dessa forma a gente correria o risco de ter alguém realmente interessado em mudar alguma coisa..Agora, imagina se o Collor tem mais um de seus surtos pscicóticos e resolve tirar o dinheiro todo do governo para as contas dele.. Alguém lembra de “Curralitos”?? Acho que agora é mais fácil, ele compra a Lula gigante com uma plantação de cana..Acho que agora vai faltar um pouco de guaxe para tantas caras pintadas!Beijundas

  2. Anonymous disse:

    >Parcela de culpa? Ou seria a culpa TODA? E de que adianta saber votar se em TODAS as eleições, não tem políticos novos ou que valham o voto? Apenas os mesmo de hj e sempre. Que roubaram escancaradamente ontem, e serão eleitos hj. Não basta saber votar, tem que ter em quem votar.

  3. >Só tenho dúvidas quanto ao voto facultativo.Com um povo que ainda não entendeu o poder e o valor de cada voto, periga apenas os militantes, profissionais ou não, e os “bodes” no cabresto dos coronéis, em suas diversas versões, aparecerem para votar.Muita gente “esclarecida” preferia ir a praia, e, de fato, muitos vão e deixam nosso cantinho entregues livremente a canalhada, como alguns já fazem.Num exemplo prático, aqui no Rio capital a diferença de votos pró-“eduardo arrependido” poderia ter sido eliminada se a abstenção não fosse tão grande. Se fosse facultativo então dava Paes no primeiro turno.Apoiei essa idéia antes, mas hoje tenho ressalvas em nossa realidade. Abracetas,O Doutor.

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