>Black Boy disappeared

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Estava preparando alguma bobagem sobre a morte de Michael Jackson, de profundo mau gosto, conforme tradicionalmente faço. Alguma coisa inspirada na piada que ouvi quase simultaneamente as noticias de sua morte – povo rápido pra merdas – algo sobre o cantor, a chegada no céu e o menino Jesus. Mas nem sempre controlo os rumos de minhas postagens e nem tudo sai conforme o planejado.
No caso de Michael, meu sentimento é de lamentação. Não tanto pela morte, porque todo mundo morrerá um dia – menos o doutor aqui, uma das vantagens de ser uma divindade onipotente. Lamento mesmo foi todo o processo. De artista brilhante, num gênero que nem de longe é meu favorito, mas sou suficientemente inteligente para perceber o quanto acima da média o músico foi um dia, até sua trajetória de metamorfose às avessas. Quase como se a borboleta quisesse virar casulo, sabendo que traumas de infância explica essas coisas. Até se transformar na figura cômica, excêntrica, que repetidas vezes nutriu esse blog.
Michael foi de rei do pop a rei do bizarro, porém sua morte com certeza o devolverá, com justiça, ao primeiro posto. De onde nunca deveria ter saído, afinal. A morte tem a capacidade de relembrar a todos nós que as qualidades e o legado de pessoas assim superam, em muito, as mijadas na tampa da privada levantada. Visto Elvis e tantos outros.
Quando desenhei uma camiseta tempos atrás, brincando com Michael, já era dentro desse sentimento. De que um grande artista havia sido devorado por sua carreira, personagem, obsessões e fama. Mais que uma piada, sempre é, era um apelo pela volta daquele menino impressionante, que roubava a cena ao lado de seus irmãos menos talentosos, como uma espécie de miniatura de James Brown. Hoje, fica como uma homenagem a um passado foda! (Quem quiser ver a tal camiseta está no site http://www.neuromachina.com/ ou na loja do Metamundo, http://www.metamundo.com/, que fica no Downtown, na Barra, aqui no Rio. Mas não sei nem se continuará à venda então se não estiver lá, bom, paciência…)

Sinceramente, que esteja em paz! E não se esqueça de dar aquele famoso apertão nos genitais, acompanhado do gritinho, quando der de cara com o T.P..

Ah, aproveitando que falei no Metamundo, hoje rola uma festa lá comemorando o primeiro aniversário do estúdio. Depois das 20 horas. Conhecendo o pessoal que frequenta o espaço é uma tremenda opção para essa sexta.

Abracetas!
Dr. Casa

Sobre doutorcasa

Neurocirugião autodidata, paranormal e carpinteiro.
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Uma resposta para >Black Boy disappeared

  1. >Realmente.Foi o que e eu escrevi no meu blog, ou melhor, eu comentei a um post nos blogs da BBC.Michael foi um cara que não teve infância, e o que ele mais queria era curtir esta.Uma pessoa mal compreendida, que sofria com os maus tratos do pai, que ainda o chamava de feio. Daí sua tara pela beleza.. E logo ele, que era o mais bonitinho dos 5. Talvez pq era criança.. criança é tudo igual.. ah deixa quieto..Michael embalou minha infância. Queria ter vivido a minha juventude em sua época.Saudades MJ!

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